A contracepção hormonal combinada e o risco de tromboembolismo venoso.

No último ano a ASRM – Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva – publicou um ”guideline”com algumas recomendações para prevenção de trombose em mulheres que usam contraceptivo hormonal combinado.

O tromboembolismo venoso (TEV) refere-se à formação de um coágulo sanguíneo numa veia profunda e é uma causa de morte rara, mas potencialmente evitável, em mulheres em idade reprodutiva.

Os fatores de risco comuns para TEV incluem hipercoagulabilidade e lesão vascular. A gravidez e o período pós-parto, em particular, estão associados a um risco aumentado de TEV em comparação com o estado não gravídico.

Em geral, parece que os contraceptivos hormonais combinados (CHCs) estão associados a um risco aumentado de TEV em comparação com o não uso, mas esse risco ainda é menor do que o risco na gestação e parece diminuir ao longo do tempo.

RECOMENDAÇÕES:

  • A alta dose de contracepção oral (> 50mg) é associada a maiores riscos de TEV que as fórmulas de dose mais baixa. (Grau B)
  •   Não há evidência confiável de que doses de Estrogênio < 35 mg tenham menos risco de TEV do que formulações de 35 mg. (Grau B)
  •  Anticoncepcional oral combinado com drospirenona ou progesterona de 3ª geração  tem um risco ligeiramente maior de TEV quando comparadas com as que contêm noretindrona ou levonorgestrel. (Grau B)
  •  Não existem provas de que o adesivo anticoncepcional ou o anel vaginal contraceptivo tenham um risco diferente de TEV em comparação com os COCs.(Grau C)
  •  Tabagismo, idade (> 35 anos), obesidade, hipertensão e a presença de trombofilias hereditárias aumentam o risco de eventos trombóticos no cenário de uso de CHC. (Grau B)

Importante ter  acompanhamento médico e seguir orientações quanto ao uso do anticoncepcional ideal para cada paciente.

P.S.: Entendendo os graus de recomendação : A- Há boas evidências para apoiar a recomendação./ B – Evidências razoáveis para apoiar a recomendação. C -Evidências insuficientes, contra ou a favor. / D – Evidências para descartar a recomendação.

Parte dese post foi traduzido da publicação da ASRM (Link da publicação )

Obrigado.

Dr. Igor Faria Dutra

 

 

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